Pela retomada da construção no Brasil

By José Luís Campos nov 23, 2018
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Pilar do desenvolvimento brasileiro, o setor da construção civil fecha o ano com a esperança de um 2019 de aceleração. Após altos e baixos, 2018  finda com um voo moderado, porém em ascensão. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) divulgou projeção de fechar o ano com alta de 7% nas vendas e manutenção de investimentos das empresas associadas em R$ 3,5 bilhões. Resultados positivos para um ano em que se viveu uma greve geral que resultou em um apagão logístico que expôs as mais graves deficiências do Brasil e um processo eleitoral polarizado que dividiu o país.

Se as projeções se confirmarem, e tudo indica que isso ocorrerá, o mercado deve abrir o novo ano com otimismo, esperança de desburocratização, reforma tributária e oferta de crédito ágil e a juros menores, como sinalizada pelo novo governo. Contudo, é prematuro esperar que mudanças sejam notadas de imediato. Isso porque o país necessita de reformas profundas, o que deve levar o presidente eleito Jair Bolsonaro a optar por um primeiro ano de governo de ajustes de contas e, possivelmente, de contenção de despesas. A redução de crédito para financiamento de infraestrutura urbana em 2018 é um sinal de alerta que confirma a retração de gastos em saneamento e mobilidade, áreas essenciais para o desenvolvimento do Brasil.

Apesar das dificuldades enfrentadas, é incontestável a força da construção civil nacional, um setor que movimenta mais de R$ 250 bilhões ao ano. Potencial este que estará à mostra, de 26 a 29 de novembro, durante uma das maiores feiras do setor na América Latina: a M&T Expo, que será realizada em São Paulo (SP). O evento representa uma vitrine tecnológica, onde serão negociados os mais modernos equipamentos para construção e mineração. Estar próximo de eventos desse porte com crédito e condições diferenciadas traz conveniência e facilita a tomada de decisão. Porém, sabemos que o empreendedor ainda está cauteloso. Resta-nos ajudá-lo a achar a melhor forma de investir sem comprometer reservas ou correr riscos demasiados. Porque uma coisa é certa: quem não investe não cresce.

Superintendente comercial do Banco DLL